Mas o que é essa tal crise?
É a partir dos 6 meses que o bebê descobre que é um ser separado da mãe. E então o bebê teme que ela desapareça cada vez que se afasta.
"O fato de o bebê não ver a mãe é sentido como uma perda. Ele pensa que ela foi embora para sempre e se sente desolado. Por volta dos 8 meses, ele tenta não perdê-la de vista em nenhum momento. Se o bebê não vê a mãe, começa a reclamar, a chorar e pode até entrar em pânico. A ausência da mãe gera ansiedade, a chamada ansiedade de separação."
Trouxe para vocês uma tradução de um trecho do capítulo O Choro e as Separações do livro The Science of Parenting de Margot Sunderland. Esse livro foi premiado em 2007 pela Academia Britânica de Medicina como o melhor livro de medicina popular. Não é um simples livro de conselhos para pais, mas sim um livro que, baseado em mais de 800 experimentos científicos, explica o que a ciência nos diz sobre como os diferentes tipos de criação afetam os nossos filhos.
Um pouco de compreensão
O bebê não está “chatinho” nem “grudento”. O sistema de angústia da separação, localizado no cérebro inferior está geneticamente programado para ser hipersensível. Nos primeiros estágios da evolução era muito perigoso que o bebê estivesse longe da sua mãe e, se não chorasse para alertar seus pais do seu paradeiro, não conseguiria sobreviver.
Se você não está, como ele sabe que você não foi embora para sempre?
Você não pode explicar que vai voltar logo, porque os centros verbais do seu cérebro ainda não funcionam. Quando ele aprender a engatinhar, deixe-o segui-la por todas as partes. Sim, até ao banheiro.
Livrar-se dele ou deixá-lo no cercadinho não só é muito cruel, também pode produzir efeitos adversos permanentes. Ele pode sentir pânico, o que significa um aumento importante e perigoso das substâncias estressantes no seu cérebro.
Isso pode resultar em uma hipersensibilização do seu sistema de medo, o que lhe afetará na sua vida adulta, causando fobias, obsessões ou comportamentos de isolamento temeroso. Pouco a pouco, ele vai sentir-se mais seguro da sua presença na casa, principalmente quando comece a falar.

A separação aflige as crianças tanto quanto a dor física
Quando o bebê sofre pela ausência dos seus pais, no seu cérebro ativam-se as mesmas zonas que
quando sofre uma dor física. Ou seja, a linguagem da perda é idêntica à linguagem da dor. Não tem sentido aliviar as dores físicas, como um corte no joelho e não consolar as dores emocionais, como a angústia da separação. Mas, tristemente, é isso o que fazem muitos pais. Não conseguem aceitar que a dor emocional de seu filho é tão real como a física. Essa é uma verdade neurobiológica que todos deveríamos respeitar.
As separações de curto prazo são prejudiciais
Alguns estudos detectaram alterações a longo prazo do eixo HPA do cérebro infantil devido a separações curtas, quando a criança fica aos cuidados de uma pessoa desconhecida. Esse sistema de resposta ao estresse é fundamental para nossa capacidade de enfrentar bem o estresse na vida adulta. É muito vulnerável aos efeitos adversos do estresse prematuro. Os estudos com mamíferos superiores revelam que os bebês separados de suas mães deixam de chorar para entrar num estado depressivo.
Param de brincar com os amigos e ignoram os objetos do quarto. À hora de dormir há mais choro e agitação. Se a separação continuava, o estado de auto-absorção do filho se agravava e lhe conduzia à letargia e a uma depressão mais profunda.
Um menino que se viu separado de sua mãe durante onze dias deixou de comer, chorava sem parar e se jogava ao chão desesperado. Passados seis anos, ele ainda estava ressentido com sua mãe. Os pesquisadores observaram a inúmeras crianças que haviam sido separadas de seus pais durante vários dias e se encontravam em estado de ansiedade permanente.
Meninas, deu para concluir né?! Se seu bebê esta passando por isso, provavelmente não é birra. E deixar o bebê chorando para que ele não fique com manha, só vai piorar a situação.
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Adorei o post Thaty =)!Que dó do Caio chorando...Bjuss
ResponderExcluirEssa crise dos 6 meses eu não sabia, más agora sei rsrs até parece né que vamos nos afastar deles, jamais!
ResponderExcluirmeu-pequeno-guilherme.blogspot.com ♥
Tadinho!! Deu uma dor no coração ler tudo isso!Eu tambem não conhecia não..mas quando o Anthony tiver aqui do ladinho de fora vou grudar nele!
ResponderExcluirbeeeijos flor!
Oi minha linda, obg pela visitinha, seguindo de volta, o Caio é lindo dms que dó dele chorando ô meu Deus ...
ResponderExcluirBeijão
Nossa, dá até uma tristeza ler isso! :s
ResponderExcluirEu estava pensando em começar um curso quando meu filho completasse 6 meses, mas agora já desisti da idéia! rs
Adorei o post!
Bjs :**
é isso mesmo amiga
ResponderExcluirjá ouvi falar
a minha chorava muito
mais tinha que deixar ela pra ir trabalhar não
tinha jeito
linda a postagem ficou mara
linda noite bjs
http://sermamaepelasegundavez.blogspot.com.br/
Muito legal a informação Thaty... Gostei... tadinho, mas mesmo quando é birra dá dó de ver criança chorando... rsrs
ResponderExcluirbeijooos
http://esperadomeupresentinho.blogspot.com.br/
Ai que dó,muito triste essa crise.Bom saber disso,valeu pelas informações,mito importante para nós mamães!
ResponderExcluirhttp://papaimamaesuasementinha.blogspot.com.br/
Não sabia dessa crise
ResponderExcluirAinda bem que a Luma não teve
Porque com 6 meses já estava trabalhando aff
Agora saiu escondida rss se não ela chora muito
Bjus
http://segredosdaluma.blogspot.com.br/
Que ótimo post amiga!!!
ResponderExcluirTambém não sabia que tinham nome essas crises, pois cada mês verá uma nova rsrs
Obrigada pela visita no blog, já estou te seguindo!!! bjss
http://www.historiasdeumamaeapaixonada.com/